Os tempos mudaram. Há uns anos a educação era pautada pelo autoritarismo e rigidez. Havia muitas vezes o “medo” e os ambientes eram por vezes escassos em conexão. Ainda há quem siga essa visão mas felizmente há outros tantos que não lhe veem sentido.
Falemos então de Disciplina Positiva. A mesma ajuda-nos, enquanto adultos, a encontrar um meio termo, respeitando também a criança sem radicalismos, nem sendo punitivo nem permissivo. Educando com gentileza e firmeza, sem autoritarismos nem rigidez…desta forma estamos a dar espaço para que nasçam pontes e não muros. Estamos a educar crianças com autoestima, autodisciplina, responsabilidade…dando-lhes ferramentas necessárias para o momento presente e para a vida.
Cada um dá o melhor de si de acordo com os recursos que descobriu ou trabalhou internamente. Por isso, a disciplina positiva tem como base a humildade, a regulação emocional, os princípios do mindfulness…
Todos nós sabemos que um pai, um
professor ou outro adulto que lida com uma criança é um modelo para ela.
Partindo dessa premissa, quando lidamos com crianças, devemo-nos lembrar que
elas são esponjas e que irão modelar também, em parte, o nosso comportamento. Se
não queremos que gritem, não devemos gritar com elas; se não queremos que sejam
agressivas também não o devemos ser…O que ensinamos tem de estar em congruência
com aquilo que praticamos. Devemos dar o nosso melhor para que ao modelarem o
que veem ou ouvem possam crescer com boas ferramentas de regulação emocional.
A generosidade, a entrega, o amor, a
presença, a gentileza, a conexão, a parceria, o igual valor, a empatia… fazem
parte da disciplina positiva. A superioridade e autoridade, não.
Deixo algumas frases de Jane Nelsen
“As crianças estão mais motivadas a cooperar,
aprender novas habilidades e dar afeto e respeito quando se sentem motivadas,
conectadas e amadas.”
“Quando
tratamos as crianças com dignidade e respeito, e lhes ensinamos valiosas
habilidades de vida para formar um bom caráter, elas derramarão paz no mundo.”
“Estamos acostumados a tratar de ‘motivar’ as
crianças para que ‘melhorem’ através do castigo, de sermões e outras formas de
culpa, vergonha e dor. Mas, o que não nos damos conta é de que isso tem um
efeito direto na sua autoestima.”
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